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FALÊNCIA DA MAGIA
LEPINTE, C. Goethe et l’occultisme. Paris: Belles Lettres, 1957.
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A falência da magia para Goethe não ocorre de forma súbita ou definitiva, manifestando-se como um processo gradual no qual a fase ocultista de Frankfurt se sobrepõe ao período de Strasbourg.
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A chegada na Alsácia e o contato com Herder não interrompem imediatamente a influência mágica, que permanece no horizonte espiritual do autor.
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Strasbourg funciona como um momento de transição em que as experiências passadas e as novas tendências intelectuais convivem sob tensão.
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A experiência pietista-ocultista é submetida a provações e abalos profundos, mas sobrevive além do círculo de Mlle de Klettenberg.
Em Strasbourg, estabelecem-se vínculos com círculos pietistas recomendados de Frankfurt e mantém-se a influência da comunidade dos Irmãos Moravos visitada em Marienborn em 1769.-
Relatos a J. Christian Limprecht indicam um estado de alma transformado e grato ao Salvador.
Cartas endereçadas a Susanne de Klettenberg reafirmam que a Química permanece como uma amante secreta.-
As Ephémérides registram nomes como Paracelse e Giordano Bruno, além de estudos sobre eletricidade em Winckler.
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Registram-se interesses por tratados de fisiognomia de Peuschel, pela numerologia de Pitágoras e pela astrologia de Manilius.
Dichtung und Wahrheit apresenta o jovem Goethe ocupado seriamente com alquimia e magia, embora oculte tais interesses de Herder.-
A religiosidade profunda de Jung-Stilling é compreendida e encorajada por Goethe em Strasbourg.
Novas influências ampliam as perspectivas de Goethe e contrapor-se-ão à experiência de Frankfurt, levando-o a ultrapassar a magia ou criticar o ocultismo.A descoberta da Alsácia como uma terra robusta e sã e o amor vivificante por Frédérique Brion promovem o afastamento da atmosfera mística e anômala anterior.-
O contato com Paracelse, Van Helmont e os teósofos é visto como uma imersão em um mundo anacrônico que prejudicou o senso das realidades contemporâneas.
Estudos místico-químicos levaram a regiões obscuras, tornando estranhas as evoluções ocorridas no mundo literário.O contato com a literatura francesa de Montaigne, Amyot, Rabelais e Marot contribui para o retorno às realidades do naturalismo.Herder desempenha um papel decisivo ao caracterizar a magia como uma forma superada do espírito humano e um estágio primitivo no desenvolvimento das civilizações.-
Goethe oculta de Herder preocupações profundas e leituras ocultistas, temendo a destruição de seus sonhos alquímicos por críticas acerbas.
A Química universitária de Spielmann e os ensinamentos de Boerhaave distinguem-se cada vez mais da alquimia de Welling.A tendência naturalista despertada em Strasbourg e por Herder resulta no surgimento do Selbstgefühl titânico.O interesse de Goethe desloca-se do plano especulativo para o vivido, transformando a intuição das forças em comunhão e dominação.A atitude do Selbstgefühl não contradiz absolutamente a atitude mágica, dado que o mago já se apresentava como um conquistador da natureza.Ponderações de B. Wachsmuth sobre a substituição da graça pela força inata e o Estudo químico pela apreensão das realidades profundas devem ser acolhidas com cautela.A natureza é compreendida cada vez mais como uma força vivida e partilhada, por vezes ao risco do aniquilamento individual, como exemplificado em Werther.-
A sede de conhecer converte-se em sede de viver, respondendo ao impulso vital com prazer vital.
A experiência mágica deságua no naturalismo panteísta, onde a intuição se torna vida conforme expresso na figura de Fausto.-
Fausto sente coragem para enfrentar o mundo, suportando a dor e a felicidade da terra sem temer o naufrágio.
O desejo de apropriar-se do mundo pelos sentidos manifesta-se em Fausto como uma reação à decepção com a ciência e a magia.O titanismo emerge quando a comunhão panteísta se torna consciência de si e vontade de potência, afastando a experiência mágica da cristã.-
Boehme afirma que o mago possui poder apenas na natureza.
O mago cristão domina a natureza para nela reconhecer a obra do Criador, perdendo-se em gratidão e fé.-
O titã pagão transforma a natureza em sua própria criação, erguendo-se orgulhosamente contra Deus por meio da Húbris.
A influência dos Irmãos Moravos de Marienborn persiste como um charme mágico baseado em uma religiosidade que remonta às fontes puras do cristianismo primitivo.-
Dichtung und Wahrheit registra o aumento da inclinação por essa sociedade que se reúne sob a bandeira de Cristo.
Os pietistas de Strasbourg falham em manter o interesse de Goethe devido à mediocridade intelectual e estreiteza de espírito.-
Queixas dirigidas a Mlle de Klettenberg descrevem esses pietistas como entediantes e hostis ao conde Zinzendorff.
O afastamento do pietismo ocorre diante da percepção de que a comunidade religiosa não o reconhece como um cristão legítimo.A experiência mágica sofre um fracasso por destacar excessivamente a corrupção e a decomposição de todas as coisas.-
Aurea catena Homeri demonstra que o ritmo das metamorfoses naturais oscila entre processos criadores e destruidores.
Citações de Van Helmont em G. Arnold caracterizam a natureza humana como corrompida em sua raiz devido ao pecado.-
A ideia do mal radical e da corrupção universal, central na magia cristã, afasta o jovem Goethe desse sistema.
Observações registradas nas Ephémérides sobre Rousseau indicam que o pecado original explica tudo, exceto o seu próprio princípio.-
O gosto mórbido pelo sofrimento e pela contemplação do Cristo crucificado repugna o espírito de Goethe voltado à vitalidade.
Correspondências com Mlle de Klettenberg e Johanna Fahlmer revelam a transição do foco no sofrimento do Senhor para o regozijo na vida santa.Cartas enviadas a Zelter expressam exasperação contra a cruz, enquanto Spinoza fornece as bases para uma sabedoria que é meditação da vida e não da morte.A doutrina de Welling afirma que não há repouso ou salvação fora de Cristo e da fé cristã.O mistério da redenção coloca Cristo como mediador e regenerador, papel que o alquimista tenta em certa medida continuar.-
Lavater descreve Cristo como o meio pelo qual o conflito entre o finito e o infinito se transforma em harmonia.
Goethe recusa a mediação única de Cristo, desejando um acesso direto a Deus, o que motiva sua afirmação de não ser cristão.Críticas ao cristianismo exclusivo de Lavater comparam-no ao ato de arrancar penas de aves variadas para adornar apenas o pássaro do paraíso cristão.Lavater responde afirmando que não conhece Deus exceto na humanidade e que o Universalgeist não deve ser adorado diretamente.-
O Universalgeist é visto pelos magos como uma emanação de Deus, não o próprio Deus pessoal encarnado em Cristo.
A correspondência entre Goethe e Lavater constitui um duelo entre o último pagão e o profeta, revelando um abismo de incompreensão.Esforços de conversão são rebatidos com a ideia de que a farmácia do Pai contém muitas receitas diferentes.-
A reação contra o misticismo excessivo e a credulidade de Lavater afasta Goethe do cristianismo e da magia.
A ironia opositora, analisada por Erich Franz, é utilizada como arma contra Basedow e contra a mensagem do Evangelho.-
A ruptura com o Evangelho implica a ruptura com a revelação mágica em favor de um Deus-Natureza dinamizado por Spinoza, Paracelse e Van Helmont.
Fausto demonstra indiferença pelo além, focando-se na terra como fonte de alegrias e sofrimentos.A figura de Sócrates atrai o jovem Goethe por ter trazido a filosofia dos céus para a terra.-
O titã busca conhecer apenas as leis da natureza e ataca falsos deuses, ignorando submissões divinas.
O titanismo preserva traços do ocultismo mágico, assemelhando o mago pre-faustiano ao Prometeu.-
Prometeu questiona se os deuses poderiam comprimir o espaço do céu e da terra em seus punhos.
Eugen Wolf define o homem titânico como aquele que cria e transforma o mundo pela própria confiança, aproximando-o do magus naturalis.-
O mago e o titã compartilham o mesmo impulso de conquista especulativa e ativa.
O dilema entre ser autor ou cristão, presente em cartas a Langer, é resolvido em favor da vocação literária e da Selbstvollendung.A arte oferece razões profundas para repudiar o ideal mágico ao permitir que o artista recrie a obra de Deus com gênio próprio.-
O artista possui superioridade sobre o alquimista ao encontrar mistérios divinos por meio da criação.
A viagem à Itália e a arte grega revelam leis secretas do universo, tornando a arte uma intérprete digna da natureza conforme Wilhelm Meisters Wanderjahre.A harmonia estética fundamentada na harmonia cósmica oferece paz interior e equilíbrio, resolvendo o drama da consciência infeliz.A arte helênica permite um encontro com o divino, estabelecendo uma analogia mística entre formas arquiteturais e vivas.-
O artista de gênio colabora com o divino ordenador conforme estudos de R. Michéa, A. de Ridder, W. Deonna e Léon Robin.
A estátua perfeita oferece ao gênio grego a certeza de que a arte está à medida do universo, similar à busca alquímica pelo cânone arquitetural no sal.Goethe prefere o ideal estético antigo ao mágico de Paracelso e Welling, pois a arte mantém a crença na unidade harmoniosa do cosmos.-
A perfeição estética permite o acesso à salvação sem a mancha do mal radical na natureza.
O exemplo dos gregos demonstra que a salvação pode ser alcançada pela arte de forma mais segura que pela magia.A magia falha como ciência pois o objetivo de penetrar nas essências e Urkräfte da natureza é inacessível.-
Alquimia é vista como uma ilusão sem esperança, embora Fausto exalte o signo do macrocosmo.
O reconhecimento das Geisterwelt em Fausto precede a constatação de que a visão é apenas um espetáculo sem consistência.O fracasso repete-se na conjuração do Erdgeist, onde Fausto sente sua inferioridade perante o espírito.-
O Erdgeist desaparece em meio à presunção de Fausto ao afirmar que ele se assemelha ao espírito que compreende, não a ele.
A magia prova-se inacessível tanto em sua visada quanto em seu método.A orientação em direção ao saber positivo e experimental é confirmada por cursos de Lobstein e Spielmann em Strasbourg.J.-G. Zimmermann defende a indução baseada na observação como via para penetrar no íntimo da natureza, superando a analogia ocultista.Trabalhos em fisiognomia para Lavater constituem um estágio intermediário entre especulação mágica e pesquisa científica indutiva.-
A busca pelo espírito na natureza e pelo significado no signo aproxima-se de certas intuições mágicas.
É necessário distinguir entre a negação da magia no plano do conhecimento e sua validade como visão de universo no plano especulativo.Experiências políticas e o contato com os sintomas pré-revolucionários franceses motivam a condenação moral do ocultismo no Gross-Cophta.O Gross-Cophta atua como censura satírica da sociedade, onde a ironia é utilizada como meio de defesa defensiva conforme Gundolf.-
A obra insere-se em um período de materialismo goetheano fechado ao mistério.
A peça é uma transposição cômica do Affaire du Collier, evento que Goethe interpretou como sintoma do colapso do trono francês.-
O personagem do Cavaleiro é apresentado com maior complexidade que Rétaux de Villette.
Cagliostro, denominado Conte di Rostro, torna-se a figura dominante do drama, refletindo o interesse profundo de Goethe por essa personalidade enigmática.O interesse pelo personagem abrange as facetas de charlatão, vidente magnético e iluminado.-
Para Goethe, Cagliostro é um caso psicológico, social e patológico que não recebe um julgamento definitivo imediato.
A memória do magiano siciliano persiste por cinquenta anos na mente de Goethe, desde 1781 até as conversas com Eckermann.A estadia de Cagliostro em Strasbourg entre 1780 e 1782 permitiu que ele fosse hóspede de Louise König, Cornélie Goethe e Caroline Herder.-
Marc Haven nota que documentos precisos sobre Cagliostro surgem apenas a partir de 1777 em Londres.
Correspondências com Lavater registram o aparecimento do nome de Cagliostro como personificação da força.Lavater vê no mago um filósofo hermético original e um Arkanista, mas admite a presença de charlatanismo em sua figura.-
Cagliostro é interpretado por Lavater como uma força diabólica e sintoma do anticristo.
O pastor de Zurich compara Cagliostro a Duchanteau, acusando ambos de falta de amor e autodeificação.-
Lavater evolui para acreditar na divinação real do mago, elevando-o ao status de iluminado de Deus.
Goethe mantém uma atitude de desconfiança e prudência, alertando Lavater sobre a duplicidade de Cagliostro.-
Em 1787, Goethe investiga curas magnéticas na Suíça, mas permanece suspeito dos homens que as praticam.
A leitura de Saint-Martin ilustra o perigo social de impostores dotados de força persuasiva inexplicada.Diferencia-se o demonismo de Sócrates, que galvaniza elites espirituais, do demonismo de Cagliostro, que subjuga as massas populares.-
A visita à família Balsamo em Palermo demonstra o interesse persistente de Goethe pela identificação do mago.
Dichtung und Wahrheit observa que indivíduos demoníacos exercem um poder incrível sobre criaturas e elementos, atraindo a massa.A crença superstitiosa em homens demoníacos ocorre onde a verdade problemática se alia à mentira.O rompimento com Lavater justifica-se pelas ilusões e pela falta de compromisso com a verdade estrita por parte do pastor.Três forças alimentam as disposições para a magia: o progresso da ciência, a estética da arte e as Taschenspielereien do charlatão.A preferência dos homens pelo crepúsculo e pelas ilusões agradáveis é explorada no Gross-Cophta por meio do Chevalier e da Marquise.O ocultismo é denunciado como uma rede subterrânea de mentiras que minam o mundo moral e político.Goethe vê no charlatanismo de Cagliostro e no misticismo de Lavater uma Verwegenheit que exaspera a razão.-
A ironia satírica do Gross-Cophta serve como exutório para condenar a impostura.
A mudança de título para Gross-Cophta enfatiza a figura do Conte Rostro e transforma a peça em comédia de costumes e caráter.-
O impostor que explora o ocultismo é visto como um perigo moral e social superior aos escrocos comuns.
Comparações com o Tartuffe de Molière evidenciam o objetivo de denunciar desordens morais que ameaçam o equilíbrio social.-
Rostro e Tartuffe são tipos sociais vivos que escondem apetites sob máscaras de ascetismo e phariséisme.
A peça apresenta um mundo corrompido onde a lucidez e a honestidade são raramente encontradas na mesma pessoa.O retrato do impostor revela duas faces: a do santo iniciador para os discípulos e a do patife incomparável para a Marquise.-
O culto histórico prestado a Cagliostro em Strasbourg incluía seguidores prostrados aos seus pés, conforme Laborde e Marc Haven.
O personagem impõe-se pela autoridade da voz e por um poder de fascinação que subjuga até mesmo os espíritos críticos.-
Baronne d'Oberkirch descreve o olhar do mago como uma potência demoníaca que domava a reflexão.
O Conde explora o esoterismo maçônico e o misticismo oriental para criar ilusões de infinito em seus discípulos.-
A magia cagliostriana baseia-se em habilidade, simulando estados de vidente e invocação de potências invisíveis.
Os mistificados incluem o Chanoine, discípulo plat e limitado, e o Cavaleiro, um idealista carente de clarividência.-
A desilusão brutal do Cavaleiro resulta em um realismo cínico em reação à própria ingenuidade.
A doutrina consiste em um complexo de magia, racionalismo maçônico e iluminismo que reflete o ocultismo do fim do século XVIII.-
O Conte Rostro proclama a existência de Deus enquanto parodia ritos de iniciação e graus maçônicos.
A hierarquia tripartida de aprendiz, companheiro e mestre antecipa estágios educativos presentes em Wanderjahre.-
O primeiro grau foca na paciência e na solidariedade fundada na reciprocidade.
O Cavaleiro interpreta a máxima do primeiro grau como a busca do próprio bem no bem alheio, promovendo o altruísmo generoso.A paródia moral atinge o ápice no segundo grau, que prescreve não fazer aos outros o que se deseja que façam a si.-
O amoralismo da doutrina provoca a rebelião do fundo generoso do Cavaleiro.
O cinismo mefistófelo do Grand Cophte pode ser interpretado como uma ironia benévola à maneira de Jarno, visando testar a credulidade.-
A dialética do terceiro grau reintegraria a altruísmo por meio da clarividência.
Princípios da Sociedade da Torre são parodiados com cinismo ao deixar o discípulo errar em sua própria ideia até a luz.O Grand Cophte representa o impostor que profana valores morais e religiosos, tecendo mentiras com o sagrado.A peça alerta contra o ocultismo pseudo-racionalista ou místico como um domínio de fácil impostura e profanação dos verdadeiros mistérios.A ironia satírica atinge também maçons generosos e espíritos respeitosos, defendendo, por meio do persiflage, o valor real do mistério.Goethe manifesta uma relação ambivalente com a maçonaria, sendo seduzido pelo simbolismo, mas exaspero pelo esoterismo de artifício.-
A hostilidade prepara um ataque contra associações secretas e a Geheimtuerei que mascara interesses subterrâneos.
Avaliações posteriores descrevem a maçonaria como um Estado dentro do Estado, desaconselhando sua introdução governamental.Condena-se o abuso do maravilhoso e do espiritismo como meios de fascinar e berner mentes crédulas.-
Histórias de fantasmas tornam-se moda social, refletidas em Lehrjahre e Geisterseher de Schiller.
Unterhaltungen deutscher Ausgewanderten narra fenômenos espirituais em Nápoles, gerando debates sobre a possibilidade de naturezas espirituais agirem sobre elementos.-
O Abade narrador mantém-se neutro e equilibrado, buscando amuser e provocar reflexão sem superstição ou incredulidade cega.
Goethe compartilha dessa atitude equânime, permitindo ao indivíduo duvidar ou crer conforme seu próprio humor.-
Diante de relatos de Lavater sobre visões espirituais, Goethe manifesta ceticismo e revolta contra a nocividade dessas tolices.
O ocultismo é denunciado como um ópio pernicioso que desvia o homem das realidades sólidas e da sabedoria prática.Schatzgräber funciona como uma balada de advertência onde a sabedoria é encontrada no cumprimento da tarefa diária.-
O buscador de tesouros é um homem comum que recorre à magia por despeito, falhando em atingir o fluido mágico.
Um jovem luminoso introduz no círculo mágico uma taça de força vital em vez de veneno ou esquecimento.-
A lição foca na coragem da vida pura e no trabalho cotidiano como o verdadeiro Zauberwort contra a Schwärmerei estéril.
A advertência de Zauberlehrling sinaliza que forças mágicas não devem ser manipuladas por audaciosos inexperientes.O percurso intelectual de Goethe supera o momento mágico de Frankfurt por meio de novas influências estéticas e científicas.A ironia não exclui a Ehrfurcht, mantendo um lado da alma voltado para o celestial no Weltkind que se recusa ao sobrenatural dogmático.O poète des Geheimnisse preserva a inclinação para acreditar em um mundo além do visível, apesar de questionar o espiritismo vulgar.A magia subsiste no pensamento goetheano como uma visão cósmica vivida e valorizada pela imaginação poética, apesar de seu fracasso como sistema de conhecimento.goethe/falencia-magia.txt · Last modified: by 127.0.0.1
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