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Dick

Philip K. Dick

De acordo com a visão de mundo “hollywoodiana”, o bem vence o mal, o livre arbítrio garante o triunfo do espírito humano e nossos heróis descobrem o conhecimento da realidade e da virtude (tudo isso antes dos créditos finais). A visão de mundo holly afirma que o universo é um lugar agradável, embora seja preciso defendê-lo contra algum vilão ocasional. Os filmes devem ter finais felizes. Os vilões devem ser punidos e os heróis devem aprender lições valiosas. Provavelmente também não faria mal se os heróis encontrassem o amor verdadeiro.

Em oposição a isso, há a visão de mundo dickiana: um universo de paranóia, ignorância e falta de liberdade verdadeira. Os heróis de Dick acham que alguém está atrás deles. E eles estão certos. Eles consideram a possibilidade de que tudo o que pensam saber esteja errado. Eles só ocasionalmente descobrem a verdade. Os heróis de Dick se perguntam se tomam alguma decisão genuinamente livre. Eles aceitam que não. A visão de mundo dickiana diz que o universo é geralmente hostil às nossas aspirações hollywoodianas. Um “final feliz” para Dick é, muitas vezes, superar um pequeno obstáculo enquanto se aceita algum fato inevitável — e possivelmente deprimente — sobre nosso lugar no universo.

Meu palpite (baseado em meticulosa sociologia de poltrona) é que a maioria dos americanos prefere a visão de mundo hollywoodiana, o que explica por que Hollywood altera a visão original de Dick. Existem boas razões para apoiar a visão de mundo hollywoodiana ou os caçadores de recompensas filosóficos deveriam a aposentar? Vamos pensar em uma maneira de responder a isso investigando como Dick desafia dois princípios da visão de mundo hollywoodiana: o livre arbítrio e o conhecimento. (Ethan Mills)

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