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Cristina Campo
A expressão «reduzir à beleza» me parece tão estranha. Não é a beleza o ponto de partida necessário? É um jacinto azul que atrai, com seu perfume, Perséfone para os reinos subterrâneos do conhecimento e do destino. Sem dúvida, pode-se chamar de «exorcismo» essa atração, por meio de figuras, do espírito, que sempre tem um grande medo de certas coisas. É isso que fazem os mitos. É isso que a poesia deveria fazer. Se o leitor não cair no precipício de Perséfone, mas se limitar a olhar o jacinto de longe, isso significa que o escritor não escreveu bem o suficiente (ou que os reinos subterrâneos não gostam daquele hóspede). (Entrevista de Cristina Campo)
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