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Contra-Céu II
(RDCC)
NÃO é meu nome NÃO NÃO o nome NÃO NÃO o NÃO.
O espírito individual atinge o absoluto de si mesmo por negações sucessivas; sou o que pensa, não o que é pensado; o sujeito puro é concebido como limite de uma negação perpétua.
A própria ideia de negação é pensada; ela não é 'eu'. Uma negação que se nega se afirma ela mesma no mesmo momento; negação não é simples privação, mas ATO positivo.
Essa negação representa a 'teologia negativa' em sua aplicação prática à ascese individual.
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*PS: R. Daumal, Le contre-ciel (1936; ed. completa póstuma 1955; prêmio Jacques Doucet 1935), Gallimard, col. Poésie, 1970.*
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