A transparência paradoxal do estilo hegeliano e sua autoconsciência polêmica.
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A capacidade de Hegel de observar-se pensando e registrar as etapas sucessivas de seu pensamento.
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A rara habilidade de pensar contra si mesmo e observar esse processo.
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A essência do método e do pensamento hegeliano é a auto-polêmica.
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A negação, a superação (Aufhebung) e o movimento da dialética como instrumentos teóricos imediatos do princípio do “contra-pensamento”.
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A operação obsessiva desse princípio no modelo hegeliano de consciência dividida e alienação.
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A comparação com Platão: enquanto nos diálogos platônicos são as táticas do argumento que são dramáticas, em Hegel a própria substância do pensar é dramática.
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Para Hegel, pensar é “pensar contra”, é “dramatizar” no sentido radical de ação pura.
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A proclamação da Fenomenologia: o Espírito é ação de tipo agonístico ou “conflitual”.
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A citação das preleções sobre filosofia da religião resume o ethos dramático-polêmico: “Eu sou o combate… sou ambos os combatentes e o combate mesmo.”