STEINER, George. Antigones. New Haven London: Yale University Press, 1996.
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Singularidade histórica da recepção de Antígona
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Ausência de paralelo direto na tradição literária
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Nenhuma outra obra antiga concentrou intensidade comparável de leitura filosófica e poética
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Hamlet é o único possível termo de comparação, mas não atinge o mesmo grau de convergência especulativa
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Centralidade absoluta da Antígona no período moderno
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Excepcionalidade das leituras de
Hölderlin, Hegel e Kierkegaard
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Hölderlin como caso-limite da interpretação criadora
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Antigona não é apenas leitura, mas reconfiguração ontológica do texto
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A tradução assume estatuto de acontecimento filosófico
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Hegel e Kierkegaard como leitores obsessivos
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Qualidade inédita do investimento filosófico
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Relação estrutural entre tragédia e filosofia
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Antigona como objeto privilegiado do uso filosófico da tragédia
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Afinidade intrínseca entre forma trágica e reflexão conceitual
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A ação conduzida ao ponto de desastre explicita a lógica última do agir humano
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O desastre é apresentado como consequência interna da ação, não como acidente
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A herança aristotélica
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A Poética como matriz do aproveitamento filosófico da tragédia
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Continuidade do impulso utilitário
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Trágico como encenação do pensamento
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A tragédia dramatiza processos mentais
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Afinidade com a filosofia idealista
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O projeto romântico de dissolução das fronteiras disciplinares
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Supressão da distinção entre discurso poético e filosófico
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Pensamento como performance dialética
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A tragédia como modelo dessa unidade
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Goethe como figura de resistência
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Recusa da fusão romântica entre filosofia e poesia
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Crítica implícita ao idealismo romântico
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Antígona como ponto de tensão
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Mesmo em
Goethe, a peça resiste à plena domesticação clássica
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Antígona como laboratório da modernidade
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Concentração dos grandes problemas modernos
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Capacidade inesgotável de gerar leituras
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A obra como texto-limite
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Tragédia e obsessão interpretativa
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A intensidade do trágico convoca a repetição hermenêutica
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A leitura como risco
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Antígona como desafio permanente
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Estatuto exemplar de Antígona
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Modelo extremo da relação entre poesia e filosofia
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Antígona como medida do pensamento moderno
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