Hofmannsthal

JANIK, Allan; TOULMIN, Stephen Edelston. Wittgenstein’s Vienna. New York, NY: Simon & Schuster, 1973.

A sensibilidade diante dos problemas centrais da “comunicação” e da “autenticidade” moral não era propriedade exclusiva de Karl Kraus e seus aliados, como o caso de Hugo von Hofmannsthal demonstra de modo eloquente.

O fundo cosmopolita do jovem Hofmannsthal penetrou tudo o que haveria de escrever, moldando suas singularidades dentro do estetismo de seu tempo.

Esses fatores contribuíram para configurar a atividade artística de Hofmannsthal e explicar algumas das características distintivas de sua obra, sobretudo em contraste com o estetismo europeu em geral.

Para Hofmannsthal, a meta da poesia era a criação da unidade entre o eu e o mundo, elemento sempre essencial em sua concepção da vocação do artista.

A questão de como objetividade e subjetividade coincidem na imagem sensorial perturbava acima de todas as outras o jovem Hofmannsthal, e a resposta que mais o atraiu foi a velha tese platônica da “pré-existência.”

As primeiras comédias de Hofmannsthal e seus poemas refletem sua preocupação com as ideias da morte e da pré-existência, que o levaram a reconhecer os limites da linguagem e a rejeitar o estetismo.

A justificativa literária que Hofmannsthal elaborou para dar conta de sua renúncia ao meio da poesia apareceu em seu conto A Carta de Lord Chandos, publicado em 1902.