Das Glasperlenspiel proclama a supremacia da arte — identificada à música e ao Jogo das Pérolas de Vidro — sobre qualquer outra forma de realização intelectual e humana, sendo o Jogo uma viagem em busca de si mesmo à semelhança das outras obras de Hesse.
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O livro é dedicado “aos peregrinos do Oriente”.
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A natureza do Jogo é idêntica à da música: unificadora e harmonizadora de tensões e conflitos.
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A música possui para Hesse valor idêntico ao da moral, transcendendo todas as morais e nascendo do grande Uno.
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O grande Uno, conforme o Tao Te Ching, gera os dois polos, os quais geram as trevas e a luz; a música relaciona-se com o Uno não dividido.
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O Jogo, inventado num círculo de músicos e musicólogos, é símbolo da atividade intelectual e artística e da capacidade de meditação mais profunda.
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O Jogo é uma linguagem universal cujas regras se ligam às da música e da matemática, tendo por objetivo supremo harmonizar temáticas e ideias antagônicas.
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O Jogo é forma simbólica da busca da perfeição e da completude, “sublime alquimia” e tentativa de aproximação do Espírito uno, ou seja, de Deus.
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A finalidade do Jogo é, como a da experiência mística mais pura, obter comunhão com Deus, onde toda multiplicidade é transcendida e nada se vive senão o “puro ser” e a “plena realidade”.