James sugeriu quatro marcas que justificam classificar uma experiência como mística: inefabilidade, qualidade noética, transitoriedade e passividade (James, 1913); Underhill (1911) rejeitou as categorias de James e propôs quatro critérios alternativos centrados na vida orgânica ativa, orientação transcendental, o Uno como objeto pessoal de amor e a união viva com esse Uno.
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Underhill articulou cinco estágios de desenvolvimento do indivíduo místico: despertar, purificação, iluminação, noite escura da alma e união.
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Suzuki (1956), que equiparou satori a misticismo, propôs oito características: irracionalidade, intuição, autoridade, afirmação, sentido do além, tom impessoal, sentimento de exaltação e momentaneidade.
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Stace (1961), a partir de uma posição perennialista, dividiu a experiência mística em “extrovertiva” e “introvertiva” com sete características comuns, entre elas visão unificadora, paradoxicalidade e inefabilidade alegada.
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Zaehner (1961) limitou o campo a três características essenciais: misticismo da natureza (pan-hênico), misticismo monístico e misticismo teístico (Daniels, 2003).
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Pahnke acrescentou: unidade, transcendência do tempo e espaço, sacralidade, realidade objetiva, estado de ânimo profundamente positivo, inefabilidade, paradoxicalidade e transitoriedade (Doblin, 1991).