A matéria, ao retornar à unidade absoluta e excluir o éter, deixa de possuir atração ou repulsão, mergulhando no não-ser e no nada material que constitui a sua origem a partir da volição de Deus.
-
A dissolução da matéria na unidade absoluta como retorno ao estado primordial.
-
A identidade entre a unidade e o nada para toda percepção finita.
-
A criação da matéria a partir do nada por meio da vontade divina.
O desaparecimento instantâneo do último globo formado pela aglomeração de todos os outros corpos celestes resulta na permanência exclusiva de Deus como resíduo supremo e total de todas as coisas.
A lei da periodicidade regula a sucessão de criações e dissoluções universais, em que novos universos emergem e retornam ao não-ser como manifestações rítmicas da vontade divina.
-
A possibilidade de novas criações e irradiações após a dissolução universal.
-
A submissão da imaginação à lei suprema da periodicidade.
-
A explosão e o abismo do universo como sístole e diástole do coração da divindade.
O núcleo central da divindade, definido como o coração divino, identifica-se ontologicamente com o próprio coração humano.
O exercício frio da consciência e a tranquilidade no autoexame conduzem à contemplação da verdade mais sublime, superando o temor inicial provocado pela aparente irreverência da identificação entre o humano e o divino.
As conclusões sobre a natureza da existência derivam de fenômenos caracterizados como sombras puramente espirituais, as quais possuem natureza inteiramente substancial.
A trajetória da existência terrena é permeada por reminiscências obscurecidas de um destino mais amplo e imponente radicado no passado remoto.
A fase da juventude é marcada por sonhos que são reconhecidos não como meras fantasias, mas como memórias autênticas de uma condição anterior.
A percepção da existência pessoal e eterna manifesta-se como a condição normal e incontestável durante a juventude, fase em que a possibilidade da própria inexistência permanece incompreensível até o advento da virilidade.
-
A plenitude do sentimento de existência individual na juventude.
-
A incapacidade juvenil de conceber o não-ser ou a origem temporal do próprio ser.
-
A transição da percepção de normalidade da existência para a virilidade.
A razão convencional introduz o erro e a dúvida ao postular a criação por uma inteligência externa e superior, uma ideia que permanece incompreensível por não corresponder à verdade.
O sentimento de igualdade entre as almas e o desejo de perfeição são impulsos espirituais para o retorno à unidade primitiva, na qual cada alma é seu próprio criador e Deus reside atualmente na difusão da matéria e do espírito.
-
O desconforto insuportável diante da ideia de hierarquia entre as almas.
-
A identificação de cada alma como seu próprio deus e criador parcial.
-
A constituição do Deus individual apenas pela futura concentração da matéria e do espírito universais.
A compreensão da injustiça divina e do mal torna-se possível ao se reconhecer a dor como uma imposição da própria alma para atingir seus próprios desígnios e ampliar o círculo da alegria.
As reminiscências que persistem na maturidade articulam-se como vozes que narram a existência de um ser eterno composto por uma infinidade de seres semelhantes que povoam o espaço infinito.
A divindade alterna eternamente entre a concentração do eu e a difusão infinita no universo, de modo que as criaturas são individualizações de Deus que devem eventualmente reconhecer em sua própria existência a presença de Jeová.
-
A natureza do universo como expansão presente da existência divina.
-
A experiência divina por meio dos prazeres e dores parciais das criaturas.
-
O fortalecimento da consciência da identidade divina em detrimento da identidade individual.
-
O reconhecimento final da própria existência como a existência de Jeová no espírito de Deus.