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        <title>LITTERATURA - lispector</title>
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        <title>LITTERATURA</title>
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        <dc:creator>Anonymous (anonymous@undisclosed.example.com)</dc:creator>
        <title>Lispector – A palavra mais importante da língua: É</title>
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        <description>Lispector – A palavra mais importante da língua: É

(Lispector1973)

Entende-me: escrevo-te uma onomatopeia, convulsão de linguagem. Transmito-te não uma história mas apenas palavras que vivem do som. [...]

Tudo o que te escrevo é tenso. Uso palavras soltas que são em si mesmas um dardo livre: “selvagens, bárbaros, nobres decadentes e marginais”. Isto te diz alguma coisa? A mim fala.</description>
    </item>
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        <dc:creator>Anonymous (anonymous@undisclosed.example.com)</dc:creator>
        <title>Clarice Lispector (Crônicas): Dies Irae</title>
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        <description>Clarice Lispector (Crônicas): Dies Irae

Eu não sabia que só o meio-termo não é pecado mortal. Eu tinha vergonha do meio-termo. Os pecados são mortais não porque Deus mata, mas porque eu morro deles. Eu é que não pude arcar com os pecados mortais. O que não consegui com eles é isto o que hoje me violenta e a que respondo com violência. Os meus pobres meios canhestros não me conseguiram nem terra nem céu e a fúria me toma. Ah mas se por um instante eu entender que a fúria é contra os meus erros e…</description>
    </item>
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        <title>Lispector – Domínio de agora</title>
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        <description>Lispector – Domínio de agora

(Lispector1973)

Tudo acaba mas o que te escrevo continua. O que é bom, muito bom. O melhor ainda não foi escrito. O melhor está nas entrelinhas.

Aquilo que ainda vai ser depois – é agora. Agora é o domínio de agora. E enquanto dura a improvisação eu nasço. [</description>
    </item>
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        <title>Lispector – É-se</title>
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        <description>Lispector – É-se

(Lispector1973)

Atrás do pensamento não há palavras: é-se. Minha pintura não tem palavras: fica atrás do pensamento. Nesse terreno do é-se sou puro êxtase cristalino. É-se. Sou-me. Tu te és. [...]

Ouve-me, ouve meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. [</description>
    </item>
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        <title>Lispector – Eu é</title>
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        <description>Lispector – Eu é

(Lispector1973)

Estou de olhos fechados. Sou pura inconsciência. Já cortaram o cordão umbilical: estou solta no universo. Não penso mas sinto o it. Com olhos fechados procuro cegamente o peito: quero leite grosso. Ninguém me ensinou a querer. Mas eu já quero. Fico deitada com olhos abertos a ver o teto. Por dentro é a obscuridade. Um eu que pulsa já se forma. Há girassóis. Há trigo alto. Eu é.</description>
    </item>
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        <title>Lispector – Força do que Existe</title>
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        <description>Lispector – Força do que Existe

(Lispector1973)

Ah Força do que Existe, ajudai-me, vós que chamam de o Deus. Por que é que o horrível terrível me chama? que quero com o horror meu? porque meu demônio é assassino e não teme o castigo: mas o crime é mais importante que o castigo. Eu me vivifico toda no meu instinto feliz de destruição.</description>
    </item>
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        <title>Lispector (HE): acontecer antes de acontecer</title>
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        <description>Lispector (HE): acontecer antes de acontecer

Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou.</description>
    </item>
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        <title>Lispector – Instante-já</title>
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        <description>Lispector – Instante-já

(Lispector1973)

Eu te digo: estou tentando captar a quarta dimensão do instante-já que de tão fugidio não é mais porque agora tornou-se um novo instante-já que também não é mais. Cada coisa tem um instante em que ela é. Quero apossar-me do é da coisa. [</description>
    </item>
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        <title>Lispector – Meditação sobre o nada</title>
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        <description>Lispector – Meditação sobre o nada

(Lispector1973)

Eu costumava pingar limão em cima da ostra viva e via com horror e fascínio ela contorcer-se toda. E eu estava comendo o it vivo. O it vivo é o Deus. [...]Vou parar um pouco porque sei que o Deus é o mundo. É o que existe. Eu rezo para o que existe? Não é perigoso aproximar-se do que existe. A prece profunda é uma meditação sobre o nada.</description>
    </item>
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        <title>Lispector – Mistério do espelho</title>
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        <description>Lispector – Mistério do espelho

(Lispector1973)

Mas agora estou interessada pelo mistério do espelho. Procuro um meio de pintá-lo ou falar dele com a palavra. Mas o que é um espelho? Não existe a palavra espelho, só existem espelhos, pois um único é uma infinidade de espelhos. Em algum lugar do mundo deve haver uma mina de espelhos? Espelho não é coisa criada e sim nascida.</description>
    </item>
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        <title>Lispector – O instante é de um escuro total</title>
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        <description>Lispector – O instante é de um escuro total

(Lispector1973)

Espere: está ficando escuro. Mais. Mais escuro. O instante é de um escuro total. Continua.

Espere: começo a vislumbrar uma coisa. Uma forma luminescente. Barriga leitosa com umbigo? Espere – pois sairei desta escuridão onde tenho medo, escuridão e êxtase. [</description>
    </item>
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        <title>Lispector – O próximo instante é feito por mim?</title>
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        <description>Lispector – O próximo instante é feito por mim?

(Lispector1973)

É com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que se funde com o mais escuro uivo humano da dor de separação mas é grito de felicidade diabólica. Porque ninguém me prende mais. Continuo com capacidade de raciocínio – já estudei matemática que é a loucura do raciocínio – mas agora quero o plasma – quero me alimentar diretamente da placenta. Tenho um pouco de medo: medo ainda de me entregar pois o pró…</description>
    </item>
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        <title>Lispector (PSGH): Deus</title>
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        <description>Lispector (PSGH): Deus

Quanto mais precisarmos, mais Deus existe. Quanto mais pudermos, mais Deus teremos. Ele deixa. Ele não nasceu para nós, nem nós nascemos para Ele; nós e Ele somos ao mesmo tempo.

Ele está ininterruptamente ocupado em ser, assim como todas as coisas estão sendo, mas Ele não impede que a gente se junte a Ele e, com Ele, fique ocupado em ser, numa intertroca tão fluida e constante - como a de viver. Ele, por exemplo, Ele nos usa totalmente porque não há nada em cada um de n…</description>
    </item>
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        <title>Lispector (PSGH): provação</title>
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        <description>Lispector (PSGH): provação

Eu estava comendo a mim mesma, que também sou matéria viva do sabath.

Não seria esta, embora muito mais do que esta, a tentação pela qual passavam os santos? E de onde aquele que seria ou não santo, sai ou não santificado. Desta tentação no deserto, eu, leiga, a insanta, sucumbiria ou sairia dela pela primeira vez como ser vivo.</description>
    </item>
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        <title>Lispector – Quero captar o meu é</title>
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        <description>Lispector – Quero captar o meu é

(Lispector1973)

Só no ato do amor – pela límpida abstração de estrela do que se sente – capta-se a incógnita do instante que é duramente cristalina e vibrante no ar e a vida é esse instante incontável, maior que o acontecimento em si. [</description>
    </item>
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        <title>Lispector – Sensação atrás do pensamento</title>
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        <description>Lispector – Sensação atrás do pensamento

(Lispector1973)

Eis que de repente vejo que não sei nada. O gume de minha faca está ficando cego? Parece-me que o mais provável é que não entendo porque o que vejo agora é difícil: estou entrando sorrateiramente em contato com uma realidade nova para mim e que ainda não tem pensamentos correspondentes, e muito menos ainda alguma palavra que a signifique. É mais uma sensação atrás do pensamento.</description>
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        <title>Lispector – Silêncio</title>
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        <description>Lispector – Silêncio

(Lispector1973)

Não são precisos muitos para se ter mina faiscante e sonambúlica: bastam dois, e um reflete o reflexo do que o outro refletiu, num tremor que se transmite em mensagem telegráfica intensa e muda, insistente, liquidez em que se pode mergulhar a mão fascinada e retirá-la escorrendo de reflexos dessa dura água que é o espelho. Como a bola de cristal dos videntes, ele me arrasta para o vazio que para o vidente é o seu campo de meditação, e em mim o campo de silê…</description>
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        <title>Lispector – Simetria</title>
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        <description>Lispector – Simetria

(Lispector1973)

Perdi o medo da simetria, depois da desordem da inspiração. É preciso experiência ou coragem para revalorizar a simetria, quando facilmente se pode imitar o falso assimétrico, uma das originalidades mais comuns. Minha simetria nos portais da igreja é concentrada, conseguida, mas não dogmática. É perpassada pela esperança de que duas assimetrias encontrar-se-ão na simetria. Esta como solução terceira: a síntese.</description>
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        <title>Lispector – Sou o és-tu</title>
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        <description>Lispector – Sou o és-tu

(Lispector1973)

A harmonia secreta da desarmonia: quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda se faz. Minhas desequilibradas palavras são o luxo de meu silêncio. Escrevo por acrobáticas e aéreas piruetas – escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio. [</description>
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        <title>Lispector – Sou o quê</title>
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        <description>Lispector – Sou o quê

(Lispector1973)

Mas sou o quê? a resposta é apenas: sou o quê. Embora às vezes grite: não quero mais ser eu!! mas eu me grudo a mim e inextrincavelmente forma-se uma tessitura de vida.

Quem me acompanha que me acompanhe: a caminhada é longa, é sofrida mas é vivida.</description>
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        <title>Lispector</title>
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        <description>Lispector

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        <title>Lispector – Vibração íntima</title>
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        <description>Lispector – Vibração íntima

(Lispector1973)

Tenho que interromper para dizer que “X” é o que existe dentro de mim. “X” – eu me banho nesse isto. É impronunciável. Tudo que não sei está em “X”. A morte? a morte é “X”. Mas muita vida também pois a vida é impronunciável. “X” que estremece em mim e tenho medo de seu diapasão: vibra como uma corda de violoncelo, corda tensa que quando é tangida emite eletricidade pura, sem melodia. O instante impronunciável. Uma sensibilidade outra é que se aperceb…</description>
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