A arte está prestes a assumir os fardos que caíram dos ombros dos sacerdotes, conduzindo de volta pela filosofia.
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O cansaço surgiu quando o homem disse que só são reais as coisas que toca, vê e ouve, encontrando-as apenas ar, poeira e umidade.
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As artes devem preencher os pensamentos com as essências das coisas, não com as coisas, substituindo a análise da química pela destilação da alquimia.
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Symons escreveu sobre o método de Mallarmé, que propõe abolir a pretensão de encerrar algo diferente de “o horror da floresta ou o trovão silencioso nas folhas” nas páginas sutis.
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Mallarmé deseja substituir o antigo ímpeto lírico por palavras que “recebem luz da reflexão mútua, como um rastro real de fogo sobre pedras preciosas”, formando “uma palavra inteira” a partir de muitos vocábulos.
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Haverá muita poesia de essências, separadas umas das outras em poemas pequenos e intensos, mas não se deixará de escrever poemas longos.
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Será possível descrever longamente ações (um velho vagueando, seu retorno, vingança, uma deusa fugidia, flechas) e fazer com que essas coisas diferentes “recebam luz por reflexão mútua”, tornando-se o símbolo de um estado de espírito da imaginação divina, imponderável como “o horror da floresta ou o trovão silencioso nas folhas”.