sobre as formas naturais, orientados pela bússola do amador e inseparáveis de sua atividade poética, contêm uma vocação claramente metafísica.
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Uma reflexão sobre a forma implica, a ela é inerente, uma constelação temática de ordem metafísica, daí a desconfiança do pensamento empirista.
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Um pensamento morfológico exige uma teoria do conhecimento que repousa sobre o ponto de vista e aspira a reunir todos os pontos de vista para conseguir a sinopse integral.
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A estrutura cognitiva morfológica exercita-se sobre fenômenos significativos que convidam à contemplação e à dedução, experienciando uma intuição que se sabe irremediavelmente fragmentária.
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Goethe afirma a Eckermann em fevereiro de 1829 que a verdadeira síntese permanecerá provavelmente uma terra incógnita.
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Geoffroy Saint-Hilaire, no relatório para a Academia de Paris em 1831 sobre a Metamorfose das Plantas, assinalou que o escrito, quando publicado, foi notado por poucos e tomado como aberração, sendo publicado quase meio século antes de haver botânicos que o soubessem estudar.
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Saint-Hilaire observou que, se o livro não trouxesse seu título restrito, seria lido como a história do desenvolvimento do espírito humano em geral.
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Goethe confessa a Eckermann em 1 de fevereiro de 1827 que seu propósito era só reconduzir todos os problemas a uma lei comum fundamental.
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Seu modo de olhar e conhecer o reino sem limites da natureza sempre repousou mais sobre o Glauben e o Ahnen do que sobre o Schauen e o Wissen, conforme Die Lepaden.
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Jünger respondeu a esse chamamento afirmando que o homem defende sempre mais intensamente aquilo em que acredita do que aquilo que sabe, pois as palavras qualificam, não determinam o caminho.