O mistério está ao mesmo tempo na natureza e na atitude do observador, do lado da verdade e no esoterismo do poeta, pois o verdadeiro, como Deus, não se deixa apreender diretamente, mas em suas manifestações, suas assinaturas no sentido dos ocultistas.
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Das Wahre ist gottähnlich; es erscheint nicht unmittelbar, wir müssen es aus seinen Manifestationen erkennen (Maximen und Reflexionen).
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A verdade só deve aparecer velada e não pode ser comunicada inteira a todos.
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É um primeiro princípio pedagógico: só se deve dizer aos outros o que eles podem receber (Wilhelm Meisters Wanderjahre, I, 3).
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A verdade é o privilégio de alguns espíritos de elite, mas permanece verdade velada, verdade cujo nome é preciso temer pronunciar, como expressa o poema Zueignung (v. 57-64).
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Goethe se encontra aqui com Saint-Martin, para quem a luz é feita para todos os olhos, mas nem todos os olhos estão feitos para vê-la em seu esplendor.
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Claude de Saint-Martin, em Erreurs (IV, V), afirma ter prometido a si mesmo usar muita reserva e se envolver frequentemente de um véu que os olhos menos comuns não poderão sempre perfurar.
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Para o Filósofo Desconhecido, como para
Goethe, o mistério é portanto uma atitude de prudência e uma exigência de respeito diante da verdade.