O capítulo seguinte concentra a parte introdutória e preambular sobre a relação da Bíblia com a literatura ocidental, e um livro que interpela o impacto da Bíblia na imaginação criativa deve contornar as áreas mais cultivadas da fé, da razão e do conhecimento acadêmico, demonstrando estar consciente de sua existência.
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O primeiro capítulo incide sobre a linguagem — não a linguagem da Bíblia em si, mas a linguagem que as pessoas usam quando falam sobre a Bíblia e questões correlatas, como a existência de Deus — linguagem que Kenneth Burke chama de retórica da religião.
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Dois capítulos sobre o mito e a metáfora definem esses termos no âmbito da crítica e estabelecem que o mito e a metáfora são respostas à pergunta sobre o significado literal da Bíblia.
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A tese prevalecente é que a Bíblia chega como um livro escrito — uma ausência invocando uma presença histórica que está “por detrás” dela, como diria Derrida —, e que essa presença subjacente assume gradualmente para o primeiro plano na mente do leitor.
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O quarto capítulo, sobre a tipologia, completa a primeira parte, acrescentando uma dimensão temporal ao argumento e relacionando-o com a forma como o cristianismo leu tradicionalmente sua Bíblia.
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A segunda parte é dedicada a uma aplicação mais direta dos princípios críticos à estrutura da Bíblia em ordem inversa, diferenciando sete fases do que é tradicionalmente chamado revelação: criação, êxodo, lei, sabedoria, profecia, evangelho e apocalipse.
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São postuladas duas formas da visão apocalíptica, perfazendo oito fases no total, com a oitava a remeter de novo para a tese central do papel do leitor.
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O capítulo final propõe uma segunda aproximação à retórica da religião e inclui um breve esboço de uma concepção polissêmica ou estratificada do significado aplicada à Bíblia.
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Kenneth Burke e Jacques Derrida são mencionados como referências teóricas.