A trajetória intelectual e espiritual de William
Blake alinha-se à profecia paulina sobre os últimos tempos, assumindo uma postura estratégica de resistência e identificação com a figura do apóstolo.
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A heresia maniqueia vincula a blasfêmia lógica a restrições alimentares específicas, revelando um movimento de errância em espaços indefinidos que Bossuet identifica como a essência da dissimulação sectária.
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O termo grego rhetôs indica a clareza da denúncia feita pelo Espírito Santo sobre os tempos vindouros.
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O conceito de erro associa-se ao vagabundeio astral e teológico presente nos gigantes e demônios dos grandes poemas míticos de
Blake.
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A hipocrisia é descrita por Bossuet como a capacidade superior dessa seita em ocultar suas verdadeiras crenças.
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A consciência cauterizada mencionada por Paulo reflete a impudência dos que negam o Deus Criador em favor de um infinito indefinido.
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A luta entre o bem e o mal serve apenas como símbolo preparatório para o objetivo real: a exclusão da divindade criadora do Antigo Testamento.
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A condenação da natureza e da geração no sistema maniqueu ressignifica a alimentação como um ato de independência em relação à criação divina, transformando o conceito de maná em um símbolo de autonomia humana.
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A proscrição do casamento e da geração fundamenta-se na maldição lançada sobre o mundo natural.
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A etimologia fantasiosa do nome do fundador dos maniqueus busca associar seus seguidores a comedores de maná.
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O maná é interpretado pela heresia como um alimento que escapa à natureza criada por Deus, invertendo o sentido de graça presente no Antigo Testamento.
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Paulo é visto como profeta de um progresso maniqueu histórico onde o alimento humano, exemplificado pelo consumo moderno, distancia-se do conceito de criatura de Deus.
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Agostinho fornece os detalhes técnicos sobre como os maniqueus utilizavam essas interpretações para fundamentar sua blasfêmia.
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A convergência entre o dogma detalhado por Agostinho e Bossuet, a profecia de Paulo e a preocupação religiosa de William
Blake revela o caráter intrinsecamente herético da obra do poeta inglês.