A valorização da aceitação manifesta-se no elogio de Samuel
Beckett à pintura dos irmãos van Velde e à obra de Jack
Yeats, buscando um quietismo fundamentado em diversas tradições filosóficas.
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O desapego e a aceitação estão além da tragédia segundo a correspondência a Cissie Sinclair.
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Referências a Epicteto, Geulincx, Tomás à Kempis, Arthur Schopenhauer e Franz Grillparzer compõem a base para esse quietismo.
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A poesia de Thomas MacGreevy é recomendada por seu caráter quietista.
A experiência de Samuel
Beckett na Alemanha durante o regime nazista reforçou seu desdém pela elucidação generalizada, privilegiando a exposição de dados factuais em seus diários.
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O interesse reside no caos individual e nos nomes, datas e mortes, conforme registrado por Mark Nixon.
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O defactoismo une melancolia e resistência nas observações de Andrew Gibson.
A abordagem anti-hermenêutica de Ludwig Wittgenstein diverge da teoria de Jacques Derrida, na qual a interpretação é constitutiva e o entendimento é extraído de uma possibilidade ilimitada.
As obras de Ludwig Wittgenstein permitem mensurar como o sentido em Samuel
Beckett está vinculado a comportamentos convergentes de uma forma de vida, em oposição à ideia de uma literatura de exaustão proposta por John Barth.
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A arte de
Beckett é de justificação exausta e esforço concentrado para deixar uma mancha contra o silêncio.
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O conselho a Robert Pinget após uma audição de Franz Schubert e Wilhelm Müller, interpretada por Dietrich Fischer-Dieskau, é o de cantar o próprio desespero.
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O indizível permanece como um limite inexorável, mas há a esperança de narrar histórias em um mundo habitável.
A transição na obra de Samuel
Beckett no final dos anos cinquenta é identificada por Alain Badiou, embora este último imponha conceitos morais e neoplatônicos que não condizem com a natureza dos personagens beckettianos.
O desenvolvimento recente nos estudos beckettianos, segundo Dirk Van Hulle, ocorre pela visão complementar entre abordagens filosóficas e históricas.
A escrita de Samuel
Beckett no pós-guerra assume o caráter de um fato injustificável e sem precedentes, conforme observa Alan Jenkins.